segunda-feira, 20 de outubro de 2014

LUA.

Anoiteceu e lá estava ela. Linda, iluminada, instigante, elegante. Hoje tava cheia. Cheia de mistério, cheia de audácia, cheia de deslumbre. Hoje ela ta encantadora. Como sempre esteve em noites de verão. Aqui embaixo a vida não é bem sim. Mas um dia se passa e ela está a reclamar dele. Ele, seu amor. Ou seria desamor? Uma paixão eletrizante que ora ou outra esfria, congela, fria como as noites de inverno. Os amigos ouvem gritos. Mais uma briga daquelas, por causa delas, as amigas dele, que ele não abre mão de te-las por perto, mais perto com freqüência. Ela resolve sair. Cansada de tudo, de todos, dele. Vai se divertir. Encontra a paz, na beira da praia, admirando a lua, que lua, a que outrora lhes descrevi. E cá está ela pensando como será que a Lua consegue viver assim? Tão linda, embora cheia, intrigante, deslumbrante, cheia de si? Quisera eu, meu bem, ser sempre assim. Hoje cheia, amanhã minguante, às vezes nova, mas sempre crescente. Sou de fases, sou de lua, sou da noite, sou sempre tua, mas tu, não és de ninguém. Vais ficar só. De tanto querer você, me quis também. Quis-me mais, me quis bem. Meu bem não te inclui, porém, não descarto um dia, quem sabe, um dia de lua, que tiver cheia, talvez nova, talvez te queira assim como ontem, tão bem. Mas hoje só se for bem longe de mim.


LUA.

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